A VIA LÁCTEA

 

Prof. Renato Las Casas (02/07/01)

       O Céu como um todo, é muito bonito de se ver.

      A sensação que temos vendo a abóbada celeste estrelada nos envolvendo é tão forte que deixamos para os poetas a sua explicação.

      No magnífico cenário que é o céu visto a olho nu de um local sem a poluição (luminosa principalmente) característica das grandes cidades, destacam-se por suas belezas; a Lua e uma tênue faixa luminosa que corta o céu de fora a fora - a Via Láctea.

      Na nossa civilização, o nome Via Láctea vem dos gregos antigos, que a viam como um "caminho de leite" no céu. É encontrada nas mais diversas culturas com os mais diversos nomes. Os índios Tembé (sul do Pará) a chamam de "Caminho da Anta"; por exemplo.

 


 

      No início do século XVII, com a invenção do telescópio, vimos que a luz da Via Láctea consiste da luz "misturada" emitida por um número muito grande de estrelas. Quanto maior o telescópio utilizado, mais estrelas são vistas (individualizadas) nessa faixa do céu.

      Hoje sabemos que essa faixa é a visão que temos de nossa própria galáxia, vendo-a por dentro. Galáxias são os agrupamentos imensos nos quais se reúnem as estrelas (e entre elas muito gás e poeira).

 


 

      Adotamos o nome Via Láctea para a nossa galáxia. Ela é do tipo espiral. Sua forma é denunciada pelo grande acúmulo de estrelas em um plano (o plano da faixa luminosa que vemos no céu). Não podemos ver distante ao longo do plano da Via Láctea, devido à grande quantidade de poeira aí existente.O tamanho de nossa galáxia e a localização do Sol, entretanto, são conhecidos há quase 80 anos. Isso foi possível observando aglomerados estelares (globulares) que se distribuem fora do plano da galáxia. Estimamos que a Via Láctea possui entre 200 e 250 bilhões de estrelas.

 


 

      O Centro de nossa galáxia fica na direção da constelação de Sagitário que nessa época do ano se encontra em excelentes condições de observação à partir de Minas Gerais. (Encontramos vários tipos de nebulosas e aglomerados estelares nessa região.) Vendo do Sistema Solar, essa é a porção mais brilhante da Via Láctea. Também aí, como ao longo de todo o plano de nossa galáxia, não podemos ver longe, devido à grande quantidade de poeira existente em todo disco da Via Láctea.

 


 

      Luz (onda eletromagnética) de freqüência (cor) diferente, é absorvida diferentemente pelo meio interestelar. Isso faz com que tenhamos visões diferentes de uma mesma região do céu, se a observamos em "cores" diferentes. Na luz visível, por exemplo, é tão absorvida pelo meio interestelar que em qualquer direção do plano da Via Láctea, não podemos ver mais do que a algumas centenas de anos-luz de distância. Fotografias de uma mesma região do céu, feitas em freqüências diferentes, nos revelam objetos e constituintes diferentes, presentes a distâncias também diferentes.

 


 

      Ondas na faixa de Radio são emitidas por gás quente ionizado e elétrons de alta energia se movendo na presença de campos magnéticos; Hidrogênio Atômico se concentra em grandes nuvens de gás e poeira; Hidrogênio Molecular está presente em densas nuvens, muitas delas sítios de formação estelar; o Infravermelho é emitido por poeira "aquecida" por estrelas próximas, enquanto que grande parte do Infravermelho próximo (ao visível) é emitido por pequenas estrelas frias (tipo K); Raio X é emitido por moléculas de gazes quentes em colisão e os Raios Gama se originam de colisões de raios cósmicos com núcleos de Hidrogênio em nuvens interestelares.


 

CONTINUA em Agosto.

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